Grandes verdades do universo – parte 1

5 10 2009

verdadespost

By Cucas

Nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca nunca é uma gostosa perdida pedindo informação quando eu tenho um GPS!

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Meu querido aniversário

28 09 2009

By Drii

aniversário

A semana que antecede meu aniversário sempre foi muito tensa para mim. Sempre.
Confesso que nunca consegui relaxar, curtir o momento, comemorar com afinco.

Poderia citar aqui uma série de motivos (vexatórios, embaraçosos e trágicos) que determinaram esse traço de minha personalidade.
Poderia. Mas escolhi, no momento, apenas dois, pois estou em um blog e não na sala da minha terapeuta (e minha mãe sempre tentou me ensinar a me conter em locais públicos. Fail).

Motivo n.º 1.
Adriana não sabe como agir quando é o centro das atenções.
Confesso. Não sei agir quando estou no centro das atenções.

Dentre vários efeitos colaterais que o centro das atenções me causa, os piores são os problemas físicos como, por exemplo, não conseguir controlar minhas mãos.
Quando estou nervosa, minhas mãos adquirem personalidade própria. Uma personalidade bastante desequilibrada e violenta, diga-se.

Minhas mãos, nervosas, estapeiam quem estiver por perto sem nenhum motivo aparente, derrubam copos em pessoas inocentes ou, pior, vão parar e locais absolutamente inapropriados, como peitos e/ou bundas alheias. Safadas. Me matam de vergonha.

Outro problema que a localização “centro das atenções” me causa é o desconforto que sinto quando estou sob análise alheia.
Sobre esse desconforto, sou agradecida por demais aos psicólogos convidados do programa da Ana Maria Braga e da Márcia Goldschmidt, pois eles já me ensinaram bastante sobre o assunto. Um beijo para eles.
Voltando.
É simples. Diferentemente das minhas mãos, sou tímida. Sim, falta-me expansividade.
Confesso já ter tentado melhorar essa questão, me tornar alguém mais expansiva e aberta para o mundo. Mas desisti no momento em que percebi não ter talento para me tornar atriz, modelo ou dançarina. Que já passei da idade de ser paquita ou integrante do Balão Mágico. Que não participarei do BBB e nem visitarei a ilha de Caras.

Minha terapeuta insiste na idéia de que eu preciso liberar mais energia ao mundo. Mas esse negócio de sair liberando energia não é comigo (o que praticamente anula a possibilidade de me tornar atriz, modelo, dançarina ou visitar a ilha de Caras).Enfim, a energia é minha e eu prefiro compartilhá-la reservadamente e com poucas pessoas. Nada de promiscuidade energética.

Agora passemos ao segundo, e mais importante, motivo de impedimento de curtição descontraída e descontrolada do meu aniversário.

Motivo n.º 2.
Adriana não é uma pessoa pontual.

Sim. Eu tenho sérios problemas de pontualidade. E é essa minha maior dificuldade de comemorar aniversário.  O que me dói. Me deixa tensa, me deixa calva.

O aniversariante precisa chegar cedo ao local de comemoração.
Eu não consigo chegar cedo a lugar nenhum.

Se o evento está marcado para as 22:00h, às 22:00h eu começo a me arrumar.
E daí, você pode ser o meu pai e falar: “Por quê não começa a se arrumar antes?”
O motivo, meus caros, é o seguinte: horas antes de qualquer compromisso eu entro em estado autista-meditante-vegetativo-profundo, o que chamo de vácuo mental.

Perco a noção de tempo e espaço. Perco minha identidade. Perco minha memória.

Para chegar à mais correta explicação, digo que estudei bastante. Li vários livros e artigos sobre espiritualidade, sobre UFO’s, freqüentei terapia budista. Assisti toda a série do desenho Avatar, a lenda de Aang.

Ao final, pude chegar à mais simples e pura conclusão, o que explica perfeitamente tudo: eu, euzinha, sou a encarnação de um monge budista e entro em estado meditativo com extrema facilidade. Principalmente na frente de alguma TV. E principalmente se nessa TV estiver passando novelas. Ou seriados americanos. Ou o Superpop.

Agora, como o He-Man me ensinou, vamos às morais da história:

Morais da história.
1. Se eu te bati ou peguei na sua bunda no dia do meu aniversário, a culpa não é minha. É das minhas mãos. A não ser que você seja meu namorado. Daí a culpa foi minha, sim.
2. Se eu te conheci hoje, não te considero meu best friend forever. Nem meu terapeuta. Nada contra você, mas não consigo esfregar minha energia nos outros assim, com tanta facilidade.
3. Se eu cheguei tarde em seu aniversário, mil desculpas. Eu sou um monge budista e estava trabalhando para minha evolução espiritual.





25 09 2009

By Cucas

rangopost

Estou saindo de férias mas a Lú intimou. Vai ai um post requentado.

Ao iniciar esse episódio me dei conta que ele tem origem e fim no mês de Dezembro. Mais adiante ficará mais claro. Não sei se isso acontece com todos mas final de Setembro, início de Outubro, um número incomum de aniversários surge. Eu não sou do tipo de pessoa que costuma ligar e presentear a qualquer um, mas no mês em questão, como que por obra do destino, uma boa quantidade de pessoas por quem tenho apreço fazem anos. Não que isso me impediria de, por exemplo, tentar apagar as datas da minha mente. Por que apagar? Porque eu não gosto de aniversários oras. Mas não se preocupem, 4 dos aniversariantes não me dão a menor chance de esquecer. Trabalham inclusive juntas na terrível tarefa de lembrar-me da data. Meu bolso chora.
Este ano não foi diferente, depois de inúmeras vezes lembrado, a data de celebração de um dos aniversários havia chegado. Eu já havia traçado os planos de como o dia deveria ocorrer. Ás nove horas da noite todos se encontrariam para celebrar, comendo e se empanturrando de iguarias mexicanas. Como se trata de uma das poucas pessoas que com quem meu dinheiro merece ser gasto, planejei estar num shopping local às 8, tendo uma hora para comprar um presente e, logo em seguida, dirigir-me ao jantar. O presente já estava inclusive semi-decidido. Tratava-se de um livro sobre a vida de uma senhora que havia sido traída. A amante de seu marido era ninguém menos que Bruna Surfistinha, uma prostitua que havia, através de um blog na internet, divulgado todos os detalhes do relacionamento e lançado um livro. O presente seria uma espécie de segunda visão da história contada pela meretriz.
Pois bem, entro na livraria às 8:10, havia me atrasado um pouco, mas nada demais. Procuro pelo dito livro nas prateleiras de mais vendidos. Primeira prateleira e nada. Segunda prateleira, idem. Terceira e última prateleira e nem sinal do livro. Comecei a preocupar-me. O livro estava sendo bem vendido, não estando onde procurei, me restava buscar nas estantes em que os livros são ordenados de acordo com o nome do autor. Mas qual é o maledeto nome da autora? Eu sei que ela levou um belo de um chifre, mas não fazia a menor idéia da porra do nome…. Não se desespere Lucas, há tempo. Mantendo a tranqüilidade de um samurai, segui em frente. Não pense você que a pressão era pouca. Lembre-se que este momento envolvia pressão constante e contínua, incluindo das minhas duas irmãs, criaturas angelicais que sem duvida são responsáveis por que eu, em terra, pague por todos os pecados um dia cometidos em vidas passadas. Meu lugar no céu estará garantido, numa enorme suíte, com vista para o mar e rio. Nem mesmo os dizeres “Você já comprou o presente da Adriana né Lucas?” martelando em minha cabeça me abalavam nesse momento, tudo sob controle.
A primeira investida foi na habilidade de leitura dinâmica, que eu julgava possuir. Tentei, sondando rapidamente os livros, encontrar o que buscava. Primeira varredura e nada. Respirei fundo. Segunda varredura e nada. Nesse momento senti uma leve gota de suor surgir em minha semicalva têmpora. Terceira varredura e sentia o peso da derrota sobre minhas costas. Foi quando vi um computador ao lado de onde me encontrava. Corri como quem havia encontrado água no deserto. Agora eu teria como descobrir o nome da filha da …. digo, da autora. Uma rápida busca e bingo! Corri novamente à estante e procurei na respectiva letra. Mais uma vez nada encontrei. Bem, neste momento pensei em me entregar e procurar um dos funcionários da loja :

-Oi você teria o livro da mulher que foi traída pela Bruna Surfistinha?

Ao, mentalmente, elaborar a frase, senti-me encolhendo. NUNCA QUE EU FARIA TAL PERGUNTA! Veja bem, apesar de o livro não ser para minha pessoa o vendedor não pensaria assim. Minha honra estaria em jogo ao permitir que alguém se quer imaginasse que eu me interessaria pelo sofrimento de uma alma alheia. Eu até imagino o vendedor falando “Senhor, o livro está aqui, gostaria também de levar a nova edição da Caras? Está uma maravilha!”. NUNCA! Gritei e corri para fora da livraria. O tempo passava rápido e eu precisava de um plano B. Voando pelo shopping, buscava por um presente substituto. A gota de suor havia se transformado em um rio e quanto mais procurava, mais o desespero me tomava. Já havia tentado de tudo, de perfumes a roupas. Não consigo dar presente qualquer, tem que ser algo que eu realmente sinta que a pessoa irá gostar. O desespero era tanto que entrei numa espécie de transe. Era um zumbi à procura de cérebro. Voltei ao normal quando me deparei dentro de uma livraria, olhando um caderno da Hello Kitty. Definitivamente eu havia falhado, me joguei ao chão, olhando pro teto do shopping comecei a chorar e gritar. Aniversários me odeiam! Essa cena sempre se repete toda vez que tento comprar algum presente. Derrotado e humilhado me encaminhei ao carro. Já não havia o que fazer. Agora o jeito era comer até a morte.
Não sei se isso ocorre com todos mas, ao volante, minha mente trabalha muito melhor. E foi dirigindo que comecei a buscar a origem do meu ódio para com aniversários, ou o ódio de aniversários para comigo, não sei. É fato que a musiquinha me irrita. Não ela em si, mas o momento final, quando todos falam o mais sem graça e fúnebre “ÊÊÊÊÊ!”. Já reparou como esse final é terrível? Se não, repare, estou certo que tal percepção mudará vossa vida. Ta, mas não é uma reles musiquinha que seria a causa de tudo. Deve ser algo mais profundo.

Fui relembrando dos mais diversos aniversários dos quais participei – ou não – e subitamente notei que a origem de tudo estava no meu próprio aniversário. Veja bem, porque as pessoas gostam tanto de comemorar o fato de que estão um ano mais próximas da morte? A resposta está na fase ainda inicial da vida, a infância. Quando uma criança faz aniversário, a alegria maior não é a festa. Festa tanto faz ser dela ou do vizinho, as coxinhas serão comidas com a mesma ferocidade. O grande diferencial esta no presente! E digo mais. Não só em ganhar presente, mas na sensação orgástica de que só você ganhou um presente. Quantas vezes não presenciamos a cena do aniversariante mostrando a todos o que ganhou. Brincando com o brinquedo novinho enquanto todos correm para vê-lo. Esta sensação é transmitida subconscientemente à fase adulta, trazendo sempre um grande prazer ao celebrar a referida data.

É caro leitor, contenha as lágrimas, este que vos escreve desconhece tal sentimento. Nascido no dia 24 de Dezembro, compartilho o meu dia de ganhar presente com o resto do Universo.

– Olhem só! Ganhei um carrinho de controle remoto! Dizia o pequeno Lucas.

– Eu também! E com asas! Respondia seu amiguinho, e o amiguinho de seu amiguinho, e o japonês la na puta que o pariu. Só que o do japa virava robô.

É bem verdade que eu normalmente recebia dois brinquedos, mas foda-se. O direito de exclusividade me foi tirado. Sem comentar que eu apago as velas num bolo estrategicamente posicionado ao lado de um peru defumado e arroz com passas. Aliais, quem foi o idiota que teve a idéia de socar passas no arroz? Conterei-me e guardarei minhas criticas gastronômicas para outro capítulo. Mas deixo desde já transparecer que o inventor de tal iguaria encontra-se na posição inversa de prestigio que tem o criador do control + C e control + V, a quem eu devo a vida.

Enfim, olhos vermelhos, lagrimas brotando, dirigindo eu descobrira a origem de meus problemas com aniversários. Estava decidido. A história se tornaria meu presente à aniversariante, quer ela queira ou não. Assim encerraria mais um dia de aniversário neste maldito mês. Tudo bem, ainda restavam 3 pela frente…

Nota do escritor: Não culpo meus pais pela data do meu aniversário. Infelizmente nem essa culpa posso transferir. Sou pré maturo de um mês. Provavelmente, no âmago do ventre materno, escutei algum infeliz pronunciar as palavra “arroz com passas” e saltei pra fora, tentando esganar quem quer que ousasse preparar tal iguaria.





Promessas

24 09 2009

by Drii

bailarina gorda



Inicio meu post de estréia no blog falando sobre o assunto do primeiro post do Lucas: promessas (nunca disse ser uma pessoa original).


Assumo. Sou uma pessoa que não acredita em promessas. E que não cumpre promessas.

Nunca fui.

Diria que esse desvio de personalidade está enraizado no meu ser, no meu subconsciente, presente em mim desde a minha infância.

Exponho aqui o motivo, meus caros.

A culpa é única e exclusivamente dos meus pais.


Explico-lhes.

Tudo começou no início da minha formação como pessoa, quando comecei a pronunciar as primeiras palavras.

Aprendi, ali, a pedir.

E meus pais, aprenderam a mentir para os filhos.


– Paiê, quando eu crescer, posso trabalhar no circo, ser malabarista para usar aquelas roupas brilhosas?

– Lógico, filhinha.


No entanto, meu pai quase não se empenhava em me levar ao circo para que eu pudesse aprender a profissão e, quando levava, saía no meio do espetáculo ju-ran-do que o show já havia acabado.


– Paiê, você me dá de aniversário um patins igualzinho ao da Dominique?

-Mas é claro.


No entanto, tive que me contentar em ver o porteiro do prédio furar meu par de tênis para tentar socar ali quatro rodinhas. Não deu certo. Não mesmo. Fiquei sem patins. E sem tênis.


– Manhê, quando eu posso ter os cabelos loiros para ser paquita?

– Você vai ter, filhinha.


E daí ela tacava chá de camomila, chá de ervas, chá de cebola, leite, shoyo, tapioquinha, strogonoff de frango ou que tivesse na cozinha, em minhas madeixas e me botava embaixo do sol ju-ran-do que eu ficaria loira. Não deu certo. Não mesmo.


Aliás, com as experiências e promessas capilares da minha mãe, uma vez conseguimos deixar meus cabelos laranja. Excêntrico para uma menina de 10 anos.


– Paiê, quando mudarmos para uma casa, daí vou poder criar um labrador e uma galinha d’angola, né?

-Lógico…!


E daí tive que me contentar com um poodle toy e um gato . Azar o meu, sorte da galinha (meu gato é psico).


Mas diante tantas promessas frustradas, venho aqui desabafar a pior e mais dolorosa de todas. A que até hoje aperta meu coraçãozinho.


-Manhê, quando eu fizer 15 anos vou ganhar meu Photo Book Fujioka, né?


PHOTO BOOK FUJIOKA.

Meu sonho de debutante. A forma em que eu queria ser apresentada à sociedade. Minha ascensão. Meu estrelato.


Já tinha a imagem em minha cabeça: EUZINHA sob flashes, cabelos voando ao vento do ventilador do estúdio, usando chapéu sec. XVI, luvinhas de renda, casaco de pele e, atrás, o esplendoroso monte Fuji nevado. Que ternura.


Mais uma vez, promessa não cumprida.


Ok.

Mesmo que doa, hoje compreendo melhor a situação.

E a situação era a seguinte: eu era feia. E gorda.

E colocar uma gordinha, de aparelhos nos dentes, cabelos laranja e pizza no suvaco na frente de um ventilador e do monte Fuji nevado não me levaria ao estrelato. Definitivamente.

Me levaria, no máximo, ao ridículo na sala de aula. “Adrifaaaante e o monte Fuji! Hihihihi”


Sim, talvez essas promessas não cumpridas foram para o meu bem e proteção.

Talvez eu não sirva para malabarista ou patinadora, nem para paquita.

Talvez um labrador e uma galinha d’angola, juntos, poderiam não se dar muito bem.

E talvez, muito talvez, um Photo Book Fujioka não seria a melhor forma de me apresentar à sociedade.

Principalmente minha sociedade escolar, composta por crianças debochadas, sanguinárias, assassinas, absolutamente cruéis.


Hoje, agradeço por ter sido poupada dessas frustações.

Só que, ao final, me tornei alguém que não acredita em promessas e, além disso, não as cumpre (só que de cabelos castanhos e sem muita gordura localizada).


Mas se eu prometer continuar escrevendo no blog, alguém acredita?

Não?

Nem eu.





Deus existe, gostem os cientistas ou não!

16 09 2009

By Cucas

pijamapost

Eu não tenho como dizer que sou uma pessoa muito religiosa. Mas estou longe de ser alguém que questiona a presença de um ou mais deuses. Acredite, aqueles que gastam tempo, dinheiro e saliva tentando convencer a todos que somos resultado do acaso, de probabilidades mínimas que se manifestaram em um específico momento estão esquecendo-se do fato básico que prova a presença de Deus: O acaso é desprovido de emoção. Deus, e os que contestam isso também vão quebrar a cara, não.

É muito simples, probabilidade alguma, acaso alguma criaria algo tão sacana quanto as 2 horas entre o levantar da cama e o acordar. Serei claro e direto, exemplificando como probabilidade alguma nos criariam seres tão perfeitos para fazer merda de manhã.

Caso 1: A gravata.

Minha rotina por aqui, durante a manhã é: Acordar, lavar a cara, xixi, limpeza em geral, café, torrada e computador. Passo uns 20 minutos comendo minha torradinha, me atualizando das noticias ao redor do mundo e me apresentando na webcam com minha cuequinha do Pikachu. Não raramente perco a hora e tenho que me trocar voando. E o dia que entrarei em detalhes não foi diferente. Coloquei gravata, estava prestes a sair e notei duas coisas: estava frio pacas e eu havia esquecido meu desodorante e meu perfume de urtiga (é serio). Pois bem, volto coloco o desodorante rapidinho, perfume e pego um moletom.

Nesse dia eu estava indo para uma reunião. Chego no local, quente pacas devido a calefação desregulada, tiro o moletom, arrumo o cabelo, a gravata, bato na porta e pergunto que horas seria a reunião, até então marcada apenas para “pela manhã”. Recebo a informação, falo com todos na sala de maneira amigável, sabe como é, trabalhando o networking. Saio para a minha mesa e sinto um friozinho no peito, olho pra baixo e  eu vi algo mais ou menos assim:

Clark_Kent_standup

FRUTAQUECAIU! Eu esqueci de abotoar a camisa depois de colocar o desodorante e estava networking latin lover style!

Caso 2: Contos de infância

Esta aconteceu várias vezes. Desde pequeno as manhas são dolorosas. Me lembro de acordar, escovar os dente e enfiar a cara na água gelada, não porque eu queria me lavar mas porque minha mãe tinha me ensinado que ajudava a acordar. Sim, minha mãe, a mesma que não estava presente nesse dia. Meu pai seria o responsável por nos apressar, catar as lancheiras e voar para chegarmos a tempo de entrar no Candanguinho sem que o Tio Zé brigue. Obviamente tendo aquele cuidado que apenas pais tem. Chego ao colégio e me dou conta, pela primeira vez, o quão maldosas crianças são. TODOS apontavam para mim. Olho para baixo e noto que estou com minha calça do pijama. Sim, troquei de roupa, escovei os dentes, calcei o tênis e não lembrei de trocar a calça. E o mais bizarro, meu pai me levou ao colégio nesse estágio. De duas uma, ou ele realmente prestava atenção na gente ou ele compartilha do mesmo humor divino.

Caso 3: Vai popozuda

Tudo descrito em 1 porém com botões abotoados (estou neurótico com isso agora). Me dirijo para a parada de ônibus, escutando mp3 no meu celular, que se encontrava nesse bolso da mochila feito pra isso. Paro na parada e resolvo tirar a mochila das costas. Óbviamente (ultraproparoxítona) esqueci de tirar o celular. Resultado, o fone continua no meu ouvido mas se despluga do celular, que é um aparelho novo e devidamente equipado com alto falantes relativamente potentes que se ativam quando o fone não esta presente. O silêncio mortal da fria manhã escocesa na parada de ônibus foi interrompido por….

HEY! YOU’RE CRAZY BITCH, BUT YOU FUCK SO GOOD I’M ON TOP OF IT! WHEN I DREAM I’M DOING YOU ALL NIGHT , SCRATCHES ALL DOWN MY BACK TO KEEP ME RIGHT ON!….

Eu lentamente me movo ao bolso onde está o aparelho, tranquilamente pego o celular e reconecto o fone de ouvido, como se nada tivesse ocorrido. Como se eu não notasse ou me importasse com as crianças apontando para mim e chorando, os padres jogando água benta, as velhinhas se afastando… Até o ruivinho que normalmente chega no ônibus como se a mãe tivesse colocado cocaína, extasy, red bul e café na mamadeira dele apenas me encarava e tirava meleca do nariz. Eu obviamente me controlei e fiz o que qualquer homem que não deve nada a ninguém e paga as próprias contas faria. Peguei o próximo ônibus.

Existem outros casos como quando atendi o telefone do escritório falando português, fui ao escritório errado, fui para a octogonal, meu antigo lar, ao invés de ir para a faculdade mijei no lugar errado, etc etc.

Caro leitor, as duas horas entre levantar e acordar foram criação divina para se divertir. Simples assim. Acaso ALGUM seria tão precisamente sacana, como meu pai me levando ao Candanguinho.

ps: no Brasil eu tinha desenvolvido a técnica cambalhota na cama das minhas irmãs para reduzir o tempo entre levantar e acordar. Estou pensando o que a mudinha acharia de ser acordada assim. Provavelmente descobriríamos em quantos pedaços um barbudo pode ser partido.





A arte da guerra

6 09 2009

By Cucas

batimapost

Nunca fui fanático por quadrinhos mas quem me conhece sabe que curto. Dentre todos os super heróis um que está no meu top 3 é o Bátima. Não pela vasta galeria de vilões legais, ou pelo fato de ser um herói cujo poder é a determinação e força de vontade. Não, gosto do bátima porque ele me dá lições de vida.

Lembra minha promessa? Então, está em andamento. Essa semana foi aniversário da codinome mudinha e ontem ela resolveu comemorar. Pois bem, ela tinha me avisado que viriam alguns amigos e tal. Eu sai pra tomar minha cervejinha e escutar um rock and roll e quando volto, já achando que o AP estaria um clip do Mettallica , encontro um AP vazio e MUITA birita. Bem, resolvi trocar de roupa e ir dormir pois já era tarde.

Meia hora depois chega a mudinha com umas amigas e logo em seguida uns 3 marmanjos. A “festa”na verdade era um after party. Mas veja bem, “festa”, porque na verdade era um papo descontraído regado a alguma bira. Eu não entendo esse conceito de festa silenciosa. Lá em casa até missa do Galo é dançada em ritmo de forró. Meus amiguinhos transformam eventos lights em break com danete. Provas em anexo.

Pois bem, ate pensei em colocar a roupa de volta e me socializar, mas tava tão civilizada a parada que fiquei até sem graça. E nesse estágio é o momento de juntar combos. Se eu saísse eu seria parte da festa. Ficando na minha eu teria o bônus “dar uma festa e você não pode falar nada”.  Liguei o computador e assisti o Brasil meter 3 x 1 na Agentina.

Pois bem, neguinho vazou e 10 s após o ultimo sair eu escuto o raul sendo chamado no banheiro. Isso só significa uma coisa. Ressaca brava no próximo dia.

Você caro colega, leitor de Nietzsche e tomador de chazinhos para liberar a alma ainda não notou a grande jogada que se estava formando. Isso porque não aprendeu com quem sabe, o Bátima. O segredo do sucesso e de derrotar o coringa esta em se pensar a frente.

Dia 2, eu acordo, faço minha feira, chego em casa, tylenol na pia da cozinha. Passa um tempo, lavo minha louça e pego uns 4 copos da “festa” pra lavar, so pra usar a água e ser gentil. Nisso a coleguinha aparece e fala q não preciso me preocupar q ela lava, bla bla bla.

Não, não estou querendo comer. Não, não estava sendo gentil. Tudo era parte do plano. Depois do não se preocupe eu mando um: De boa, eu sei como é o dia seguinte, mas certeza que voce se divertiu. Eis que ela me manda exatamente a frase que eu esperava:

“É mas eu não faço isso(encher a cara, chutar o balde, molhar a goela, abraçar o palhaço etc) ferquentemente”

Eu:

Veja bem, como o bátima me ensinou, você deve causar medo nos seus inimigos. Neste momento ela esta com o moral baixo e eu controlo a situação. Um pinguço qualquer pouco se importaria, mas a mina, cujos pratos na festa eram da bela e a fera, não quer dar o braço a torcer que é uma pé de cana.

Essa vitória e trunfo moral me será muito útil num futuro não muito distante. Certeza.





O difícil é começar!

1 09 2009

By Cucas

vikingsblog

Vamos lá, ver quanto tempo esse blog vai durar e com que freqüência vai ter coisa nova aqui.

O primeiro post é sempre difícil, mas acho que sei por onde começar: Com promessas! Veja bem, todo início de ano neguinho pula ondinha, come arroz com passas e faz coisas que não deveria pra terminar com as famosas promessas do ano. Uma tradição antiga deve ter algum tipo de sabedoria embutida, então vou aderir.

Quem teve a chance de me acompanhar durante esse ano me escutou comentando sobre o ambiente onde eu vivia. A época em que eu literalmente desconheci o silêncio.  Veja bem, eu dividia o apartamento com “A Gordinha”. “A gordinha” era uma daquelas criaturas que parecem ter saído de revistas em quadrinho.  A segunda característica mais marcante da “Gordinha”, depois de sua incrível capacidade de sempre comer no jantar o arroz q eu pretendia estocar pra semana, era o de jamais parar de falar. Ela inclusive me perguntou uma vez o porquê de eu ser tão calado. “É que eu não consigo encontrar a deixa”.

Pois bem, porque estou falando da gordinha nesse momento: É porque me mudei recentemente e minha nova colega de apartamento é MUDA. Não literalmente, mas ela não faz som algum. Devo confessar que essa mudança tem sido um choque incrível. Depois de 6 meses morando com uma criatura que no dia um esta andando pela casa só com uma camiseta velha (velha tipo Tutancâmon) estou dividindo o apartamento com uma praticamente ninja.

Achei muito estranho, pensei que ela me odiasse por algum motivo oculto, passei a dormir escondido no armário (por segurança pô), saia de casa pra peidar, essas nóias. Mas depois notei uma coisa. Ela é daquelas minas que não sabem lidar com MACHO. Tudo na casa é de menininha. O detergente era rosa, o videogame é um wii, os quadros tem florzinhas e a França, AS PANELAS são rosas. Cara pra ela é aqueles bodinhos bochecha rosa, camisa pólo rosa, perfume Frances e relógio de marca que chama pra um date em restaurante Frances e bebe champanhe. Ai chega um barbudosafado latin lover, jogador de praystation, escutador de metaaaaal, fã do bátima que leva minas pra dates em Mc Donalds (sério)… a mina travou!

E está difícil porque além de travar a mina é daquelas brabas. Mas eu tenho um plano. EM UM ANO EU FAÇO ESSA MINA JOGAS PRAYSTATION E VIRAR FÃ DE LOST!

Pronto, é assim que termino meu primeiro post. Meio pela metade e com uma promessa. Mas ao menos é uma que vai gerar muitos posts e, muito provavelmente, eu sendo expulso de casa.